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sábado, 15 de janeiro de 2011

"Here and now-can you explain here and now"
D.Buetti
Turbo, turbinis

terça-feira, 11 de janeiro de 2011


"The ultimate aim of government is not to rule, or restrain, by fear, nor to exact obedience, but contrariwise, to free every man from fear, that he may live in all possible security; in other words, to strengthen his natural right to exist and work without injury to himself or others. No, the object of government is not to change men from rational beings into beasts or puppets, but to enable them to develope their minds and bodies in security, and to employ their reason unshackled; neither showing hatred, anger, or deceit, nor watched with the eyes of jealousy and injustice. In fact, the true aim of government is liberty."

Benedict de Spinoza, A Theologico-Political Treatise (1670), Chapter XX

Image: film "Des Hommes et Des Dieux"

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010


O que me tranqüiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
 
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

Clarice Lispector

imgem: Natalie Portman (Black Swan)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

sábado, 11 de dezembro de 2010

12-12





“Eis o que nos acontece no domínio musical: é preciso antes de tudo aprender a ouvir uma figura, uma melodia, saber discerni-la com o ouvido, distingui-la, isolá-la e delimitá-la enquanto vida para si: em seguida é preciso esforço e boa vontade para suportá-la, apesar da sua estranheza, usar a paciência para o seu aspecto e a sua expressão, ternura pelo que ela tem de singular; – vem enfim o momento em que nos habituamos a ela, em que nós a esperamos, em que sentimos que nos faria falta, se se ausentasse e daí em diante ela não deixa de exercer sobre nós sua imposição e sua fascinação, até que tenha feito de nós seus amantes humildes e maravilhados, que não concebem melhor coisa no mundo e só deseja a ela e mais nada.


– Porém não é só na música que isso nos acontece: é justamente assim que aprendemos a amar todos os objectos que agora amamos. Acabamos sempre por ser recompensados pela nossa boa vontade, nossa paciência, nossa equidade, nossa ternura com a estranheza, pelo facto de que a estranheza pouco a pouco se desvende e venha se oferecer a nós como nova e indivizível beleza: aí está a sua gratidão pela nossa hospitalidade. 

Quem ama a si mesmo só pode ter chegado a isso por este caminho: não há outro.

Também se deve aprender o amor.”

NIETZSCHE, A Gaia Ciência

segunda-feira, 22 de novembro de 2010



Clinamina Audienda

imagem: M.Durow